21.2.05

In Diário Digital

"A abstenção diminuiu, mas não tanto como se supunha. O castigo dirigiu-se aos líderes e não aos partidos. Curioso o dado relativo aos votos em branco. Superaram os 103 mil, quase duplicaram em relação a 2002. Lisboa teve um quarto desse valor – foi aqui a sexta força política e valeria um deputado. O branco também é um manifesto;"

Curioso! E sintomático...

O Voto em Branco em 2005

Apesar da total falta de referência na cobertura televisiva de ontem, os Votos em Branco e os Votos Nulos, são também votos expressos. Eis os resultados (provisórios) a nível nacional, e nos distritos de Lisboa e Porto:

Totais Nacionais:
Total de Inscritos: 8.785.712
Votantes: 5.711.981 (65,01%)
Votos Brancos: 103.555 (1,81%)
Votos Nulos: 63.765 (1,12%)

Distrito de Lisboa:
Total de Inscritos: 1.794.517
Votantes: 1.186.464 (66,12%)
Votos Brancos: 25.449 (2,14%)
Votos Nulos: 12.755 (1,08%)


Distrito do Porto
Total de Inscritos: 1.449.201
Votantes: 1.001.732 (69,12%)
Votos Brancos: 17.344 (1,73%)
Votos Nulos: 11.122 (1,11%)



ELEIÇÕES

A taxa de abstenção desceu, invertendo uma tendência. Votaram mais 210.000 do que em 2002!
Para quem, como nós, acredita na importância da participação, são boas notícias.
O voto em branco praticamente duplicou. Votos brancos e nulos somam quase 3%. Mais de 167.000 quiseram exercer o seu dever cívico e não se revêm em qualquer uma das propostas.
Temos uma maioria parlamentar e teremos um governo com peso político para fazer o que é preciso. Assim haja a coragem e assim haja a capacidade.

18.2.05

O VOTO EM BRANCO EM 2002

Para acompanhar informadamente os resultados das próximas eleições, eis alguns dados relevantes sobre os resultados das eleições legislativas de 2002:

Total de Eleitores Inscritos: 8.902.713
Total de Votantes: 5.473.655 (abstenção igual a 38,52%)
Nª de Votos Brancos: 55.121 (1,01% dos votos expressos, i.e. do total de votantes)
Repartição dos Votos Brancos por cículos eleitorais:
Aveiro: 3.701 (1,01%)
Beja: 753 (0,92%)
Braga: 3.160 (0,7%)
Bragança: 559 (0,66%)
Castelo Branco: 981 (0,82%)
Coimbra: 2.776 (1,18%)
Évora: 815 (0,9%)
Faro: 2.491 (1,34%)
Guarda: 839 (0,83%)
Leiria: 2.982 (1,25%)
Lisboa: 13.215 (1,16%)
Portalegre: 631 (0,92%)
Porto: 9.243 (0,99%)
Santarém: 2.795 (1,15%)
Setúbal: 4.356 (1,15%)
Viana do Castelo: 1.231 (0,88%)
Vila Real: 842 (0,66%)
Viseu: 1.596 (0,75%)
Açores: 693 (0,77%)
Madeira: 1.082 (0,86%)
Europa: 112 (0,47%)
Fora da Europa: 71: (0,45%)

Total de Votos Nulos: 52.653 (0,96%)
Total de Votos Brancos e Nulos: 107.774 (1,97%)

Total de Votos nos partidos que não elegeram qualquer deputado (MPT, PCTP/MRPP, PH, PNR; POUS; PPM): 84.631 (1,55%)

Exceptuando os círculos da emigração, o deputado eleito com o menor número de votos foi o último deputado do PS pelo Distrito de Portalegre, eleito com 15.500 votos. Em Lisboa o último deputado foi eleito com 22.500 votos.

Medina Carreira na SIC Notícias

"Os governos têm tendência a durar menos"; "estão a ser eleitos com base em programas irrealistas que obviamente não vão cumprir" (...) "e por isso, quando passados seis meses começarem a chegar as facturas, começam também os problemas".
Pergunta certeira do jornalista: "PORQUE É QUE NA CAMPANHA NÃO FALAM A VERDADE?" - "Porque não dá votos......."
"Estas lideranças não têm capacidade nem estão preparadas para governar o país"...
"O PS aliado ao BE era o caos em menos de nada"...
E uma análise lúcida e tranquila do que temos, do que não temos e do que devemos fazer. Sem demagogia.
Sempre um gosto ouvi-lo.

16.2.05

O DEBATE A CINCO

Foi ontem na RTP.
Os moderadores fizerem muito bom trabalho e o debate foi melhor do que tem sido a campanha. Continuamos no entanto com os mesmos problemas quando se trata de perceber o que vão fazer. E só podemos ficar desconfiados porque, no meio de tanta dificuldade sentida no presente e percebida para o futuro, todos se centrem em facilidades e nada sobre as dificuldades.
Agora é verdade que são exímios na fuga à resposta para a pergunta!
Infelizmente seremos nós a pagar a factura!

Artigo na PÚBLICA de Domingo (13 Fev)

O jornal Público de Domingo tinha na capa a fotografia dos 5 líderes dos maiores partidos e um título: “Os cinco contra o voto em branco”. A capa da revista Pública repetia a foto e o título.
Na revista, uma entrevista a Pedro Magalhães – “cientista político” – à volta do tema do voto em branco.
Pedro Magalhães tece alguns comentários sobre a temática do voto e também da abstenção e no essencial percebe-se que vai optar por uma das alternativas mesmo que não goste de nenhuma delas. Nada de errado com isso, o voto é uma opção pessoal e muitos de nós já se viu confrontado com a escolha pela alternativa menos má.
Onde nos parece que Pedro Magalhães “põe o pé em ramo verde” é nos comentários que tece ao Movimento Um Rumo para Portugal.
Sobre o anonimato: temos textos que esclarecem essa posição e representam de facto o nosso pensamento sobre o assunto.
Sobre o posicionamento político: não somos um projecto de partido e não temos uma visão maniqueísta da vida pública ao ponto de termos de ser rotulados como “de esquerda” ou “de direita”. A maioria das ideias que avançamos (e que, como dizemos, carecem de aprofundamento) são relativamente neutras nesse capítulo.
Tecnocratas: a maioria delas, avaliadas como tal, são de facto “técnicas” e em boa verdade muito do que tem ou deve ser feito carece de “técnica”; o recente movimento Compromisso para Portugal, e a própria SEDES, têm vindo e muito bem, a actuar na sociedade muito centrados na forma de fazer bem (ser eficiente) e na necessidade de algumas reformas e de objectivos que nos sirvam (ser eficazes).
Uma Visão: mas temos a consciência que um país e uma sociedade não se podem reduzir a isso; um país deve ser mobilizado por ideais, por sonhos, por objectivos mais amplos que mobilizem a população; já agora, que sejam sustentáveis, viáveis e úteis para o país e para o seu povo.
Pedro Magalhães não terá visto tudo; ou então não gostou do que viu.
Está no seu direito, mas enganou-se nas conjecturas que faz. É pena!

15.2.05

A CAMPANHA ELEITORAL

A propósito da conferência do Diário Económico de hoje, a TSF lança no seu fórum a pergunta: "acha que os temas económicos são importantes na campanha eleitoral?".
É bom de ver que estamos a escassos 5 dias das eleições e é triste (no mínimo) constatar que a campanha tem passado ao lado do essencial.
Sabemos alguma coisa sobre suspeitas de conduta de alguns candidatos - pessoais e no exercício de anteriores cargos públicos. Sabemos que uns se sentem atacados, outros atacantes, uns excluidos dos debates outros ignorando os debates. Sabemos que dizem que são "a equipa certa", "o partido de confiança", "os úteis", os imprescindíveis "para a mudança".
Infelizmente nada ou quase nada sabemos sobre o que pretendem fazer.
Uma campanha eleitoral numas eleições como estas, onde raramente convergiram tantas preocupações quanto ao futuro - de todos os quadrantes da sociedade - deveria ser diferente, muito diferente.
Quais as linhas de estratégia política para o Défice (e gastos do Estado), para a Justiça, para a Educação, para a Saúde, a Burocracia? Sabemos às vezes o que um ou outro partido não quer (ou é contra). Não há um byte de informação sobre o que querem e um plano credível para o atingirem.
Neste cenário, como é possível votar conscientemente num dos partidos? Para além dos slogans não há qualquer projecto para o país nem conjuntos de medidas coerentes sobre as quais possamos exercer o nosso legítimo direito de escolha?
Podemos, em consciência, continuar a aceitar passivamente esta situação?
Cabe-nos a nós - a todos nós - agir e participar, pressionar no sentido de obrigar os partidos e os políticos a tratar os assuntos com a profundidade e o profissionalismo que se exige. O Movimento Um Rumo para Portugal é uma iniciativa de alguns de nós que pensam e que sentem que têm de fazer algo para que o país mude para melhor. Por isso acarinhamos as contribuições de todos. Nada fazer é o melhor caminho para que nada mude.
O que os partidos nos pedem hoje, em maior ou menor grau, é um cheque em branco sobre todos os aspectos essenciais da governação.
Seja quem for que ganhe as eleições, vamos ter um governo onde muitos Ministros não conhecem o sector que tutelam, Secretários de Estado "sugeridos" pelo "aparelho" e centenas de assessores nos gabinetes ministeriais.
Daqui a 4 anos, se não vier ajuda de fora, estamos na mesma e passaram mais 4 anos.
CHEGA.
Nestas eleições é preferível o Voto em Branco.
Talvez assim atentem ao essencial...

10.2.05

Votar em Branco: Um princípio e não um fim em si mesmo.

O Movimento Um Rumo Para Portugal decidiu implementar uma campanha de cartazes de rua incentivando à participação dos cidadãos nas próximas eleições e propondo, como alternativa à abstenção, a opção individual pelo voto em branco.

Para cada um de nós que participa na dinamização deste movimento cívico, votar em branco é uma opção individual.
Para alguns de nós essa opção tornou-se um imperativo de consciência. Perante o descrédito da generalidade da classe política profissional que tem assumido funções no Estado e nos partidos políticos e se apresenta de novo a votos em 20 de Fevereiro; e perante a total ausência de uma visão coerente para o País, de um Projecto de desenvolvimento sustentável para Portugal, e de ideias concretas e exequíveis para a implementação das reformas de que o País precisa com urgência.

É a manifestação de um ponto de saturação. Marca, nesse sentido, um ponto final.

Mas, para todos nós, votar em branco (para quem segue essa opção individual) é, sobretudo, um ponto de partida:
Para a definição de um novo Rumo Para Portugal.
Assente numa visão estratégica coerente, motivadora e mobilizadora, que deve partir das nossas características perenes como Povo, num território determinado, partilhando uma cultura comum. E que só pode ser posta em prática a partir da consciência de cada cidadão de que é sua a responsabilidade individual pelo futuro colectivo. E de que essa responsabilidade implica uma cultura de exigência, de participação, de responsabilidade social e um novo conceito de serviço público.

Neste sentido, a opção individual pelo voto em branco, e a campanha que a sustenta enquanto forma de participação democrática activa e válida, não constitui um fim em si mesmo. É apenas um princípio.

Um Rumo e não um rosto para Portugal

O Movimento Um Rumo Para Portugal editou, no final de Janeiro, este blog e o site www.umrumoparaportugal.com.

Na apresentação de qualquer destes meios tivemos o cuidado de destacar a nossa identidade:

Quem somos; O que pretendemos como Movimento; O que não somos:

· Somos cidadãos portugueses, preocupados com o nosso futuro e com o futuro dos nossos filhos. Preocupados e apreensivos com o futuro de Portugal.

· Somos profissionais de diferentes ramos de actividade.

· Vimos de diferentes zonas do país.

· Temos, inclusivé, simpatias ideológicas diversas.

Esta preocupação com o futuro e a consciência de que a classe política de hoje navega sem rumo e sem propósito, motiva-nos a agir.

Decidimos, assim, criar uma associação cívica, sem fins lucrativos, para a promoção da participação dos cidadãos na vida política portuguesa, em defesa dos valores da competência, rigor e seriedade no serviço público e de um projecto de desenvolvimento, cultural, social e económico sustentável para Portugal, no contexto da Europa e do Mundo.

Não somos um projecto de partido político, ou de grupo de pressão por interesses economicamente vinculados.

Pese embora este cuidado de posicionamento, a imprensa e algumas pessoas que nos contactaram, manifestaram estranheza pela “falta de rosto” por trás da iniciativa.

Entendemos, neste mundo mediático, efémero e fulanizado que nos rodeia, que mais importantes são as ideias e não os seus protagonistas. Como, por aberrante contraste, a actual campanha eleitoral a todo o momento nos demonstra.

Apresentámos, por isso, em primeiro lugar, o essencial das ideias iniciais do nosso movimento. E deixámos fora do palco, as pessoas.

Não quer dizer que as pessoas que dinamizam o Movimento não tenham rosto, ou não pretendam dar a cara por ele. Nem quer dizer que os dinamizadores deste Movimento pretendam manter-se no anonimato.

Pelo contrário, como demonstrámos a todos aqueles – jornalistas e pessoas anónimas – que nos quiseram contactar.

Simplesmente, este é um movimento de cidadãos não mediáticos, que não procuram protagonismo para si, mas projecção para as ideias que defendem.

Numa palavra: o movimento defende, antes de mais, a necessidade de um Rumo para Portugal e não de um rosto para Portugal.

Bem sabemos que neste tempo de vaidades e fait-divers pessoais, soa estranho e fora do comum colocar as ideias à frente das pessoas. Mas esse é o único rumo que vale a pena!

Contactos e Comentários

Desde que editámos pela primeira vez este endereço e o sítio www.umrumoparaportugal.com, muitos têm sido aqueles que nos têm visitado, contactado e enviado os seus comentários.
Sobretudo após o início da campanha de rua, a propósito da opção individual pelo voto em branco na actual situação de crise de representação política e partidária, o número de acessos atingiu níveis verdadeiramente entusiasmantes: Só no dia 4 de Fevereiro, 6ª feira, o nosso site recebeu 2778 visitas e mais de 118.000 hits (páginas acedidas no site).

Como Contactar o Movimento Um Rumo Para Portugal

O nosso endereço electrónico é: umrumoparaportugal@iol.pt
Lamentavelmente, o contacto gerado automaticamente no nosso site www.umrumoparaportugal.com, contém um erro que tem impedido muitos de entrarem em contacto connosco. A todos pedimos desculpa. Tentaremos corrigir a falha do site com toda a brevidade.

6.2.05

Cartazes por Portugal

O Movimento Um Rumo Para Portugal precisa de voluntários para colar cartazes em várias cidades. "Não te abstenhas. Participa. Eu voto em Branco"; "A nossa classe política é cada vez mais medíocre. Chega. Eu voto em Branco".
Se quer participar para ajudar a mudar Portugal, diga-nos como o podemos contactar e qual a cidade onde habita. Vamos participar.
nota: somos um movimento cívico com regras de respeito pelos outros; não colamos cartazes sobre outros cartazes que publicitem eventos que ainda não ocorreram; nunca colamos cartazes sobre cartazes referentes à actual campanha eleitoral.

30.1.05

Web site " um rumo para Portugal "

Visite o website do movimento civico em www.umrumoparaportugal.com. Se partilha as nossas preocupações relativamente ao futuro de Portugal, e acredita que algo tem de ser feito para criar desenvolvimento estruturado contribua com a sua opinião no blog.